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Protocolo para reabertura de escolas prevê revezamento de aulas online e presenciais e acompanhamento psicológico para alunos e professores na Paraíba. Entenda

Embora ainda não haja uma data definida para o retorno presencial das aulas nas escolas e faculdades paraibanas, já existe um protocolo que determina como será o funcionamento desses locais quando o retorno ocorrer. O secretário de Estado da Educação, Cláudio Furtado, informou ao ClickPB que o documento está pronto, aguardando apenas a publicação no Diário Oficial. Ensino híbrido (presencial e online) e acompanhamento psicológico estão previstos.

O secretário Cláudio Furtado explicou que o protocolo possui quatro eixos. O primeiro diz respeito à preparação da infraestrutura e levantamento de pessoal das escolas. Nessa parte, além de preparar a infraestrutura, as instituições devem descobrir quais funcionários integram grupos de risco para a covid-19, visto que estes não poderão retornar ao trabalho presencial.

O segundo eixo é relacionado à segurança. Questões como o uso de máscaras, distanciamento, circulação e acondicionamento de merenda se incluem nessa parte.

O terceiro eixo é pedagógico e prevê a realização de avaliações tão logo haja o retorno para diagnosticar quais assuntos precisarão de revisão. Este eixo também prevê a busca ativa por alunos que por algum motivo não tenham retornado às aulas.

Por fim, o quarto eixo é o socioemocional, que propõe a oferta de atendimento psicológico para estudantes e professores.

Cláudio Furtado ressaltou que, além da Secretaria de Saúde, participaram da elaboração do protocolo o Ministério Público, o Tribunal de Contas do Estado, o Sindicato das Escolas Particulares e a Secretaria de Estado da Saúde. As diretrizes servirão tanto para as escolas públicas quanto para as privadas.

Ensino híbrido

O secretário de Educação explicou que se o retorno das escolas ocorrer antes de existir uma vacina, o que é muito provável, deve haver um revezamento entre aulas presenciais e online, o que ele chama de ensino híbrido.

Isso porque é preciso que haja uma redução da quantidade de alunos em sala de aula, que deve ser obtida por meio de revezamento. Metade da turma assistiria aula presencial em um dia e a outra metade no dia seguinte. Nos dias em que os alunos não vão para a escola, eles terão aulas remotas.

Os professores e funcionários que pertencem ao grupo de risco poderão trabalhar remotamente nessas aulas online. Os alunos que são de grupo de risco ou que não quiserem retornar, poderão permanecer assistindo as aulas inteiramente à distância.

”Tem pais que não querem que o filho volte se não tiver vacina, a gente também tem que respeitar esses pais”, disse o secretário. De acordo com Cláudio Furtado, uma pesquisa apontou que 80% dos pais não concorda com o retorno das aulas presenciais.

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