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GAZETA: A FALA E A PRÁTICA ” Escreveu Fernando Caldeira”

Na política, via de regra, se diz uma coisa e se faz outra bem diferente. Porque dizer é fácil; agora fazer é que são elas!

Quem não tem histórias de candidatos que prometeram ‘N’ coisas na campanha e, depois de assumir, esqueceram-se completamente do que haviam prometido?

Aí está o que distingue o Político de ‘P’ maiúsculo do político de ‘p’ minúsculo.

O político carreirista, que faz dessa atividade um meio de vida e que por isso mesmo entrega a alma ao diabo por um voto é justamente aquele cuja fala não corresponde a prática. E sabem por que? Porque ele quer o voto de qualquer jeito, prometendo o que poderá e o que não poderá fazer, dizendo o que é verdade e o que é mentira, enganando, ludibriando, manipulando o eleitor.

Por isso é que muitos de nós se decepcionam: porque esperam uma coisa daquele em quem votou e a realidade, a prática é absolutamente inversa.

E isso não é só nos chamados cargos executivos não (Presidente, Governadores, Senadores e Prefeitos); também nos cargos proporcionais (Deputados e Vereadores) a decepção tem sido regra.

Se muitos daqueles (Presidente, Senadores e Prefeitos) prometem fazer isso e aquilo e ficam só na conversa, muitos destes (Deputados e Vereadores) não fogem a regra.

Quantas juras de lealdade ao mandato popular e portanto de honestidade não foram feitas por esses que agora têm seus rostos estampados nas TV´s, nos jornais, na mídia eletrônica e seus nomes divulgados nas rádios por conta da tal Operação Lava Jato? Juravam honestidade, correção, seriedade… .

Ainda bem que nesse mar de faz-de-conta que virou nossa política existem as exceções, honrosas como sempre, mas exceções. E não é preciso nem citá-las, pois o povo as identifica bem: falam o necessário, não prometem, não são dados a eloquência verbal e mostram realizações sem as terem prometido.

Feliz de nós o dia que pudermos dizer que as exceções agora são regra!

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