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Moradores próximo as obras de transposição em São José de Piranhas denunciam que casas estão apresentando rachaduras

A necessidade de abrir caminho para a transposição das águas do Rio São
Francisco tem modificado as vidas de moradores das áreas onde o canal de
integração passará. Na Paraíba alguns deles recebem novas moradias para
deixar as áreas em obras, como em São José de Piranhas,
no Sertão paraibano. Entretanto, na cidade de Monteiro, moradores
reclamam que as casas estão apresentando rachaduras após as obras e que
as explosões realizadas no terreno prejudicaram os poços artesianos na
região.
A agricultora Maria Helena Pereira morava em uma casa que ficava no
espaço por onde o canal da tranposição das águas do Rio São Francisco
vai passar, na cidade de São José de Piranhas. Ela recebeu, como
indenização, uma nova casa. “Nós achamos melhor, porque nossa antiga
casa era muito frágil e a gente tinha a esperança de construir uma
melhor. Chegou na hora cerca, pois meu esposo estava desempregado, com
dois filhos doentes e deu para construir uma nova casa”, disse ela.
Segundo o Ministério da Integração Nacional, outras 845 famílias em
todo o Nordeste estão recebendo casas nestes espaços chamados Vilas
Produtivas Rurais, que ficarão às margens do rio. Na Paraíba, são cinco
vilas.
Nas cidades de São José de Piranhas e Cajazeiras,
por exemplo, cada família recebe uma casa, um hectare para criar
animais e três hectares para plantação com irrigação. Muitos já planejam
o que vão cultivar. “A gente pretende plantar nesse lote banana, coco,
acerola, mamão. E no outro lote a gente pode plantar milho, feijão,
fava”, disse a agricultora Divanise Raimunda.

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