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‘Operação Andaime’ na região de CZ mantém empresários detidos, apreende armas de fogo e resgata R$ 174 mil

O delegado da Polícia Federal de Patos, Antônio Glauter Azevedo Morais confirmou nesta sexta-feira (26) a prisão de algumas pessoas e apreensão de veículos na região de Cajazeiras, através da operação Andaime. De acordo com Glauter, o balanço completo será divulgado quando estiver pronto.

Glauter disse que onze veículos foram apreendidos e na residência de um dos principais alvos foram apreendidos R$ 174 mil, além de três armas e munições. As pessoas que foram detidas, devem permanecer em Patos durante cinco dias para investigação.

Entretanto, o delegado adiantou que, servidores municipais, fiscais de obras e empresários estão envolvidos nas fraudes de licitações. A operação está investigando se, algum dos prefeitos estão envolvidos nos esquemas. “Até agora não há provas de envolvimento dos gestores”, esclareceu.

Glauter reforçou que o caso se trata de duas empresas fictícias de construção civil que fornecia notas fiscais frias para justificar serviços não realizados ou executados sem atuação da própria empresa. 16 prefeituras estão envolvidas, porém, as principais envolvidas no caso são: Cajazeiras, Bernardino Batista, Cachoeira dos Índios e Joca Claudino.

O procurador da república, Tiago Misael de Jesus explicou como acontecia a “lavagem de dinheiro”. “Primeiro ocorria a fraude licitatória, depois a falsificação de documentos públicos, o super faturamento de obras, o desvio de dinheiro público e, por último a lavagem de dinheiro público”, disse.

O chefe da Controladoria Geral da União, Fábio da Silva Araújo disse que, foram vários prejuízos para os cofres públicos e relatou como aconteciam as fraudes. A Prefeitura comprava o material e muitas vezes realizava as obras, porém, as empresas não participavam da execução dos serviços.

A operação Andaime é realizada através de uma parceria entre a Procuradoria da República de Sousa, Controladoria Geral da União e Polícia Federal de Patos. As investigações vão continuar, tendo a frente o Ministério Público.

Ouça matéria de Airton Alves sobre a Operação Andaime

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